Para um novo início é necessário um fim.

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sábado, 12 de dezembro de 2009

Corrente oceânica


A vida é como uma corrente oceânica. Tem zonas mais fortes e complicadas de ultrapassar, dirige-nos sempre a um caminho incerto e vagueia pelo espaço procurando os melhores, para os arrastar. Todos nós passamos por fazes da nossa vida em que somos capazes de enfrentar medos, outras em que somos extremamente frágeis em que nos vamos abaixo. Nessas alturas sabe bem ter um apoio, alguém que nos dê importância e nos diga “não te vou deixar ir abaixo”. Muitos desejam saber o que os espera, mas nunca sabemos o que acontecerá no segundo seguinte. Todos nós procuramos sempre as pessoas que mais admiramos para as mantermos na nossa vida. Se todos nós conseguissemos ter tudo o que queremos sem esforço, a vitória não teria o sabor extremamente agradavel que tem e a derrota não provocaria o desânimo e não nos impulsionaria para uma nova tentativa.

Sentimento gelado


Não desejo porque ultrapassei, mas não posso dizer que esqueci. Raramente esquecemos algo que nos tenha marcado.
E ele destaca-se. Esteve presente desde o início, mas nunca imaginei naquilo que se poderia tornar. E é pouco provável que de um pensamento passe.

Cada palavra tem uma definição própria, mas cada um de nós atribui-lhe o valor que sente e, por vezes, os sentimentos contidos numas letrinhas podem ser interpretados de maneiras muito distintas.

Lá fora está frio; o vento ataca com fúria, mas parece querer transmitir mais do isso. O vento, tal como muitas outras coisas banalizadas, assemelha-se ao ser humano. Ataca e devasta tudo o que lhe passa pela frente, mas no fundo quer apenas atenção e compreensão. Mostra-se frio, mas deseja um aconchego quente. Quer que a tempestade que o segue se acalme e por fim pare. Quer sossego.