Para um novo início é necessário um fim.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Olá, tudo bem? - Será?


“Olá, tudo bem?” “Tudo e contigo?” Quantas vezes ouvimos e dizemos estas palavras num só dia? Quantas e quantas vezes a resposta é a mesma? Quantas e quantas vezes não estamos bem? Tantas perguntas…
Nesta sociedade são impostas certas maneiras de agir, certos clichés a cumprir. Pessoas ansiosas por uma resposta para uma determinada pergunta que parece não ter solução fácil, ou visível, vagueiam neste mar de multidões perdidas pelo tempo, onde a rotina marca o dia-a-dia. E, no fundo, perguntas como estas não deixam de ser isso mesmo – hábito.
Muitas pessoas dão consigo próprias a pensar em maneiras novas de ter opiniões fornadas para o que quer que lhes apareça pela frente – mas será que é mesmo necessário? Nem sempre temos de ter uma opinião sobre tudo, e não temos de ser ignorantes por preferir dar descanso às nossas mentes e abstraí-las de temas que simplesmente não importam assim tanto como a sociedade pretende que importem. No fundo são como uma pescadinha de rabo na boca onde tudo se torna cíclico e onde cada um segue as direcções já antes experimentadas por outros apenas porque sabe que há algumas probabilidades de dar certo. No entanto, existem sempre aquelas alturas em que algo está errado e volta-se à mentira que, dita três vezes, parece tornar-se real. O grande problema é que todos sabemos, a certa altura, que disso não passa, quando respondemos que tudo está bem, e sabemos que assim não o é.

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