Para um novo início é necessário um fim.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Faz falta a adrenalina do 'será' e o gosto do 'consegui'.


Quem pensa? Quem reflecte nos actos antes deles e, mais ainda, depois? Quem pensa no que vive? E quem vive a pensar?
Perguntas soltas, respostas singulares, próprias de opiniões. Pensar em consequências de actos e não os realizar por medo deixa de ser viver. Respirar torna-se mecânico e o futuro deixa-se adivinhar por si próprio, à vista dos nossos pensamentos. Mas, pensando bem, é um erro. Nada pode ser previsível. Então, porquê privarmo-nos de esperança, de risco pela felicidade? Pensar em consequências é imperativo, a consciência deve estar presente, mas arriscar é igualmente necessário. Então, porque não tentar indo consciente? Não realizarmos aquilo que desejamos por entrave nosso leva-nos a pensar no que poderíamos ter tido se o tivéssemos feito. E respirar assim passa a perder vitalidade, deixa de ser viver. Faz falta a adrenalina do 'será' e o gosto do 'consegui'. E, mais falta ainda faz, percebermos o que vivemos, para podermos saber aproveitar o depois do prémio. O instinto tem também de estar presente, mas sempre acompanhado da consciência, para tudo poder ser saboreado.
No fundo, não sei sequer o que penso. Não porque não penso, mas talvez porque o faço demais.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A ilusão é a única perfeição


O que nos acontece pela vida faz-nos perceber que nada é perfeito. Nada, excepto a ilusão que, como não é real, dá sentido e razão à definição "nada". Se para uns a ilusão é como uma rotina, para outros mais cuidadosos e atentos pode ser um inimigo que tentam manter bem distante. Mas, no fundo, a diferença entre aqueles que a têm como rotina e os que a atentam é apenas a maneira de como encaram a vida. Pensa, na realidade todos nos deixamos iludir, na maioria das vezes sem nos apercebermos. A ilusão é a demonstração do que já estivemos mais perto da perfeição. Adoramos este, deliramos apenas com um pensamento, veneramos e achamos perfeito (por mais que tentemos negar usando o célebre pensamento "nada é perfeito")! Por vezes, esse estado pode durar muito tempo, tudo depende de nós e da outra pessoa, mas não deixa de ser passageiro, porque há sempre o inevitável dia que chega e que nos mostra a realidade, que nos faz perceber a nossa ilusão.
Mas isso não significa que deixemos de gostar de quem quer que seja, quer apenas dizer que finalmente conseguimos olhar para essa pessoa e ver o que ela realmente é! E, só depois disso, podemos perceber se a paixão tão grande que sentíamos é ou não amor; e é aí que tomamos decisões inconscientemente mais conscientes e que percebemos o que sentimos por esse alguém que, depois da ilusão, percebemos quem é na verdade.