
O que nos acontece pela vida faz-nos perceber que nada é perfeito. Nada, excepto a ilusão que, como não é real, dá sentido e razão à definição "nada". Se para uns a ilusão é como uma rotina, para outros mais cuidadosos e atentos pode ser um inimigo que tentam manter bem distante. Mas, no fundo, a diferença entre aqueles que a têm como rotina e os que a atentam é apenas a maneira de como encaram a vida. Pensa, na realidade todos nos deixamos iludir, na maioria das vezes sem nos apercebermos. A ilusão é a demonstração do que já estivemos mais perto da perfeição. Adoramos este, deliramos apenas com um pensamento, veneramos e achamos perfeito (por mais que tentemos negar usando o célebre pensamento "nada é perfeito")! Por vezes, esse estado pode durar muito tempo, tudo depende de nós e da outra pessoa, mas não deixa de ser passageiro, porque há sempre o inevitável dia que chega e que nos mostra a realidade, que nos faz perceber a nossa ilusão.
Mas isso não significa que deixemos de gostar de quem quer que seja, quer apenas dizer que finalmente conseguimos olhar para essa pessoa e ver o que ela realmente é! E, só depois disso, podemos perceber se a paixão tão grande que sentíamos é ou não amor; e é aí que tomamos decisões inconscientemente mais conscientes e que percebemos o que sentimos por esse alguém que, depois da ilusão, percebemos quem é na verdade.
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